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Diabetes - A Importância da Família

Uma pessoa acometida por uma doença crônica, como o diabetes, busca compartilhar com sua família e pessoas próximas as suas dificuldades e necessidades para enfrentar a situação, a fim de garantir a qualidade de vida, saúde e bem estar.


Cada família vê o problema de maneira diferente, algumas como um desafio e outras como uma ameaça, já que a doença não só abala o paciente como também a todos que estão ao seu redor.


Quando a família aceita a presença da doença crônica e adere aos cuidados, à medida que cada membro muda, afeta o comportamento do outro, favorecendo, consequentemente, a mudança de comportamento da pessoa com diabetes.


União e Apoio:


A doença pode ser encarada de uma forma menos sofrida quando, juntos, paciente e família, se unem no esforço de enfrentar a presença de uma doença crônica.


As pessoas e os seus familiares são responsáveis por mais de 95% do tratamento. O que leva em consideração o desafio do autocontrole para realizar mudanças de comportamento em seu cotidiano (hábitos alimentares, estilo de vida, rotina de tratamento).


No caso do diabetes, para diminuir o risco de complicações, como cegueira, amputação, neuropatia diabética, acidente vascular cerebral, infarto, insuficiência renal, decorrentes do diabetes descontrolado, é preciso um tratamento cuidadoso e o apoio incondicional da família e de pessoas próximas.


 


Segundo estudo realizado na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, quando pais, cônjuges ou mesmo filhos estão dispostos a alterar o próprio cotidiano em prol do diabético contribuem para uma maior aderência ao tratamento e um melhor controle da glicemia, evitando as complicações agudas e crônicas do diabetes.


Além de suporte emocional, eles devem tomar atitudes que facilitem a vida desse individuo com diabetes ou outra doença crônica que demande ajustes nos hábitos de vida, como hipertensão e obesidade.


Erros comuns cometidos pela família e amigos:


Sabotagem: Dispor na mesa alimentos que o paciente precisa evitar acaba sendo uma tentação para a pessoa.


A solução é envolver-se na nova rotina, dispondo alimentos que atendam às necessidades do diabético e de todas as outras pessoas. Selecionando receitas saborosas e saudáveis, saladas fartas e coloridas, frutas cheirosas e apetitosas, água fresca e geladinha, alimentos integrais… Juntos todos aprendem a se alimentar melhor, selecionando alimentos variados e nutritivos e, comendo porções suficientes para satisfazer as necessidades.


Desestimular: Algumas pessoas, mesmo que com boa intenção, criticam o familiar diabético por seguir à risca as orientações do médico, dizendo: ‘Um pedacinho não faz mal’.


A alimentação do diabético não difere da alimentação de uma pessoa livre da doença. A questão é que muitas pessoas saudáveis mantém uma alimentação totalmente fora do recomendado, com muito açúcar, gordura, sódio, poucos vegetais, frutas, fibras, água e claro, sem atividade física.


De porção em porção além da necessidade, aumentam os riscos de complicações. Por isso, deve-se respeitar o limite e as necessidades de cada um, assim todos ficam satisfeitos e saudáveis.


Além disso, o surgimento da doença pode ser um empurrãozinho para todos começarem a se cuidar melhor, melhorar a qualidade da alimentação, comer o suficiente para saciar a fome, praticar atividade física. Modificar o estilo de vida em união é muito mais divertido e fácil!!


Ninguém consegue (e nem deve) realizar mudanças em seu estilo de vida sozinho. Nós vivemos em sociedade, dividimos o meio com outras pessoas, sofremos influencias… Por isso, seja para emagrecer ou para controlar o nível glicêmico é fundamental contar com o apoio de todos ao redor para alcançar os objetivos da melhor maneira possível.


As pessoas envolvidas não devem colocar no indivíduo diabético toda a carga do tratamento e a culpa nas possíveis complicações, cada um deve fazer o seu papel, que é contribuir para a qualidade de vida de quem se gosta.


Graziela Rezende


Nutricionista


CRN3 34869/P


FONTES:


Suporte social familiar no cuidado de pessoas adultas com diabetes mellitus tipo 2. Rossi, VEC. Tese (Doutorado-  USP), 2005.


Tratamento em família. Revista Saúde; Ed. Abril, 2012.


http://dranatasha.com.br/blognutricao/?p=308


Abrace sua Causa. Revista Sabor e Vida Diabeticos, Ed. Lua , nº 17, 2007.

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